segunda-feira, 26 de março de 2012

Comércio de Joinville ensaia oportunidades de crescimento

Economia 25/03/2012 | 15h03

Comércio de Joinville ensaia oportunidades de crescimento

Investimentos privados e em infraestrutura criam expectativas favoráveis


Comércio de Joinville ensaia oportunidades de crescimento Rodrigo Philipps/Agencia RBS
Afrouxamento das restrições ao crédito e juros em queda devem melhorar situação nas lojas no segundo semestre Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS
A meta é clara: continuar crescendo depois da euforia no consumo que tomou conta do País nos últimos dois anos. Mas o desafio é grande: 57,8% das famílias têm algum tipo de dívida, aponta levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

É um cenário bem provável. Que o digam os primeiros números divulgados na sexta: dados do IBGE mostram que as vendas do comércio catarinense aumentaram 6,5% em janeiro, comparativamente ao mesmo período de 2011.

Esse ritmo tem grande chance de continuar. O aumento nas temperaturas em fevereiro e março ajudou nos negócios da Salfer, uma das maiores redes de lojas de móveis e eletrodomésticos do Estado.

— Historicamente, o mês de janeiro é mais favorável às vendas de linha branca, mas por falta de calor, o movimento foi menor do que o esperado. Mas fevereiro foi bom, porque as vendas de linha branca que não aconteceram no mês anterior acabaram se acumulando. Aí tivemos os itens de linha branca e ventiladores como os responsáveis por boa parte do faturamento —, explica Clayton Salfer, presidente da rede.

As mais recentes medidas de revisão das restrições ao crédito também devem ajudar. O economista da Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio) Maurício Mulinari lembra que algumas medidas adotadas no final do ano passado já surtem efeito, como a redução do IPI para a linha branca.

— A situação deve melhorar a partir do segundo semestre e a tendência é de que os produtos ligados à tecnologia devem ser mais procurados.

Joelma Kramer, professora de marketing da Sociesc, lembra que há setores que estão sendo ainda mais prejudicados pela queda no consumo, como o automobilístico, bastante afetados pela inadimplência de quem financiou carros e motos em anos anteriores.

O setor viu a falta de pagamento dobrar de tamanho no ano passado, de acordo com levantamento feito pela Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). O reflexo é que as instituições financeiras ficaram mais seletivas.

— Os bancos estão mais receosos com clientes que querem financiar 100% do valor do carro em 60 meses —, exemplifica Eduardo Stoever, gerente da Delta Veículos.

diariocatarinense.clicrbs.com.br

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