quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sacolas Plásticas: estão a ponto de serem proibidas

 

 

Santa Catarina também pode proibir a distribuição de sacolas plásticas em supermercados, a exemplo de São Paulo. O projeto de lei está tramitando na Assembleia Legislativa desde junho de 2011. Elas entopem bueiros, poluem a atmosfera durante a sua produção e ainda são responsáveis pela morte de animais. Por outro lado carregam compras, servem para embalar lixo e ocupam pouco espaço. A discussão sobre as sacolas plásticas não é nova.
Em 2002, a Irlanda foi um dos primeiros países a tentar reduzir o uso de sacolas, através da cobrança da venda. Foi feita uma campanha que reduziu 90% o uso delas. A preocupação era com o meio ambiente, o que parece ser óbvio, mas não é. Em Bangladesh, por exemplo, a proibição apareceu em 2003, após enchentes em 1989 e 1998.

Em Lages, uma lei municipal, criada pelo vereador Anilton Freitas (PTB) obriga os supermercados a distribuirem sacolas ecologicamente corretas, que possam ser recicladas ou forem feitas de material biodegradável. Um dos tipos de sacola citadas pela lei é o oxi-biodegradável. É um tipo de saco plástico que depende da luz e de oxigênio para se decompor rapidamente.
Ela resolve o problema de entupimento de bueiros, mas a maior crítica é que deixa restos de plástico, que pode poluir rios e intoxicar animais. Segundo a campanha do Ministério do Meio Ambiente, ‘O Saco é um Saco’, a recomendação é não utilizar tal material. Isso porque uma sacola é facilmente identificável e passível de recolhimento, o que não acontece com os fragmentos do plástico oxi-degradável. A lei lageana impede que resíduos resultantes da decomposição sejam danosos ao meio ambiente.
Fonte: Jornal Correio Lageano
Alice Rosa da Luz

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