quarta-feira, 9 de maio de 2012

Comércio lageano é destaque na geração de emprego




Lages fechou o mês passado com um saldo positivo de 243 empregos, apesar do baixo crescimento (0,67%), o município não teve um saldo negativo, como Fraiburgo (-1.429), Florianópolis (-1.070), e Caçador (-122). No Estado, houve um aumento de 0,52%. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O setor que mais cresceu em Lages em março foi a indústria da transformação (178 empregos), comércio (137 empregos), e o setor de serviços com 49 novos postos de trabalho.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Nilton Rogério Alves, acredita que o setor cresceu devido ao frio ocorrido em março. “Também acho que isso mostra que os lageanos estão com uma renda melhor. Esperamos agora, que o Dia das Mães aumente as vendas em 10%”.

 
A empresária Susana Menezes diz que desde janeiro o movimento de sua loja aumentou em torno de 10%. “No início do ano, o movimento é bem fraco, mas este foi mais ainda”. A agropecuária foi o setor que mais demitiu no mês passado em
Lages. Foram registrados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), menos 139 postos de trabalho.


O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Carlos Luiz Peron, acredita que o número de demissões é maior do que o divulgado pelo MTE. Ele diz que empresas grandes no município que trabalham com reflorestamento, estão demitindo em grande escala os empreiteiros que faziam serviço terceirizado.
 
Peron comenta que as empresas estão recebendo incentivo do governo federal para comprar mais maquinário, substituindo desta forma a mão de obra. “A curto prazo não vai haver uma melhora na agropecuária. O setor está em crise”, comenta.


O presidente destaca que o granizo e custo do dólar alto prejudicaram a produção de maçã. “Fora as frutas que vêm de outras cidades, prejudicando as vendas daqui”, completa. No setor de grãos e na produção de leite, Peron afirma que a situação também não está boa. “As máquinas estão substituindo o homem na colheita dos grãos. E com a seca, o leite está com o custo de produção alto, e o preço da venda baixo”, ressalta.


Fonte: Correio Lageano por Susana küster

CHC

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