Fundada em 1970 a escola Santa Helena, localizada na rua Presidente Kennedy, no Copacabana, é referência no bairro e nos adjacentes. Teve sua origem ligada ao bairro Santa Helena. Que começou a se formar por iniciativa de um loteamento, iniciado em área de propriedade de João Arruda, um engenheiro antigo proprietário de áreas lindeiras ao bairro Triângulo. Como o bairro era distante do centro histórico da cidade, os lotes foram colocados à venda aos setores da população de baixa renda, a baixo custo e em várias prestações.
A escola foi construída através de um entendimento entre o incorporador imobiliário e o poder municipal, para aumentar o interesse de compradores no local. Na época foram feitas quatro salas de aula em madeira. Era chamada de Escola Isolada e tinha apenas duas salas de madeira, um gabinete e uma cozinha pequena. Não havia banheiro e água encanada.
Os alunos usavam as chamadas patentes com divisória em madeira para masculino e feminino. A água era retirada de um poço artesiano com um balde puxado a manivela. A escola era cercada e os terrenos ao lado eram usados para pastagem de boi. Na época quase não havia casas no local.
Três anos depois a escola passou a se chamar Grupo Escola Santa Helena e ganhou mais duas salas, também de madeira. Com o passar dos anos a escola foi sendo ampliada para atender os alunos que começavam a povoar a região.
A primeira diretora foi Maria Augusta e a sua sucessora foi Maria Auxiliadora, conhecida como Dorita, ela permaneceu no cargo por 11 anos. Dorita ajudou com o desenvolvimento da escola e a pedido dos pais ela conseguiu trazer o pré-escolar para o Santa Helena. Os bairros no entorno do escola foram crescendo e havia a necessidade de ter o ensino para as crianças de seis anos. Dorita foi tão insistente que o pré-escolar foi chamado de Quero-Quero.
Alunos não têm refeitório
Atualmente a escola comporta 690 alunos, divididos em salas de 30 e 34 e a escola já está pequena pela demanda. São alunos moradores do Santa Helena, Copacabana e Santo Antônio. “Precisamos de mais salas de aula, mas nossa principal dificuldade é a falta de um refeitório, faça chuva ou faça sol, os alunos precisam comer no pátio e em pé. Depois que conseguirmos o refeitório ficarei muito satisfeita”, salienta a diretora da escola Laura Aparecida Madeira.
No contraturno a escola oferece aulas de xadrez, Taekwondo e voleibol, através do Projeto Bate Bola na Escola. A escola também oferece aulas de alfabetização de adultos do 1ª ao 4ª ano e do 5ª ao 8ª ano. E ainda as aulas intermediárias que acontecem das 17h10min às 21h05min para aqueles alunos que reprovaram.
Todos que estudaram na escola têm um carinho muito grande pelos professores e sempre acabam voltando para visitar e contar como seguiram suas vidas. “Hoje uma das nossas professores é uma antiga aluna da escola. Temos alunos que se formaram em várias áreas e muito deles quando nos encontram na rua reconhecem e não perdem o costume de chamar de tia”, comenta a diretora.
Os talentos do Santa Helena
A escola Santa Helena é destaque em competições em que participa, seja no ensino ou no esporte. No ano passado, alunos do Santa Helena receberam Menções Honrosas da 7ª Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas do Brasil. “A escola foi a mais premiada do município.
Os alunos Marília de Jesus Sctake, Aline Zanini, Pablo de Souza Lima e Gabriel Jesus Neves Lourenço foram os premiados”, lembra a professora Patrícia Santin Machado. No esporte, a equipe de futsal e de vôlei da escola ficaram com o 2° lugar nos Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc). No futebol suíço dos Jogos Escolares dos Sistema Municipal de Educação de Lages (Jesmel) a equipe ficou com o segundo lugar.
O estudante do 9° ano, Pablo de Souza Lima ganhou por duas vezes, em 2010 e 2011 a Menção Honrosa nas Olimpíadas de Matemática das Escolas Públicas do Brasil. O adolescente de 14 anos, dedica-se aos estudos, suas notas não são menores do que 8,0. Nas horas vagas ele joga xadrez e videogame, mas sempre depois dos estudos, ao qual dedica algumas horas do dia. “Eu gostei muito de receber os prêmios me senti valorizando, e vou continuar me dedicando aos estudos, quero cursar informática ou medicina”, afirma Pablo.
Gabriel Jesus Neves Lourenço, não estuda mais no Santa Helena, ele conclui a 8ª série no ano passado, mas deixou sua marca na escola. Ele participou duas vezes das Olimpíadas de Matemática, mas foi premiado em 2011. Hoje aos 15 anos, ele está no 1° ano do ensino integral da Escola Vidal Ramos Junior. “Sempre estudei no Santa Helena, gosto muito da escola, fiquei muito feliz em ganhar o prêmio”, conta o garoto. Gabriel pretende cursar medicina ou engenharia civil, para isso dedica-se muito aos estudos e matemática sempre foi a sua disciplina preferida. Nas horas de folga ele joga xadrez e dama pela internet e pratica vôlei.
A estudante Elizandra Alves de 13 anos está no 9º ano e joga futebol desde os 6 anos. Ela joga na posição de goleira e quer que o hobby torne-se profissão. No ano passado conquistou o 2° lugar no futsal do Jesc e o 2° no Jesmel, juntamente com a equipe da escola. “Eu tenho muito incentivo do meu pai que é jogador e em quem eu me inspiro”, comenta a adolescente. Quando pergunta-se quem é seu ídolo no esporte, com um sorriso nos lábios ela diz na hora: o goleiro Felipe do Flamengo. Ele divide seu tempo estudando, jogando bola e navegando pela internet.
Diego Martino Zurianello está com 14 anos e estuda no 9° ano da escola. Ele faz parte da equipe de vôlei do Santa Helena e ganhou o 2° lugar do Jesc em 2011. “Eu pretendo seguir carreira no esporte se tiver oportunidade, mas se eu não conseguir quero ser administrador”, afirma Diego. Ele gosta de estudar e jogar vôlei.
Lages, 1/03/2012, Correio Lageano por Silviane Mannrich
CHC

Nenhum comentário:
Postar um comentário